Algoritmo para a escolha do local de residência na compra de um apartamento nos subúrbios de Lisboa
A pesquisa mais popular para quem procura o primeiro apartamento em Portugal é: “um imóvel usado em bom estado até 100 mil (ou, de preferência, 70 mil) euros, metade do valor (ou 2/3) em empréstimo hipotecário, perto do mar, não no campo, com aquecimento ou, pelo menos, ar condicionado”. Para além do orçamento, a escolha é também influenciada pela importância ou não da proximidade de escolas e outras infraestruturas, bem como pelo meio de transporte (carro ou transportes públicos). Vamos analisar quais são as zonas escolhidas pelos migrantes de língua russa, tendo em conta as suas possibilidades e necessidades individuais.
Cascais e Carcavelos: tudo ao mesmo tempo, mas caro
A principal diferença entre estas cidades e as restantes reside na combinação de todos os fatores possíveis: proximidade da capital (a menos de meia hora de carro), acesso a pé ao oceano, existência de escolas (incluindo internacionais) e outras infraestruturas (hospitais, centros comerciais). Tendo em conta o prestígio destes locais, os centros de fitness, as pistas de corrida e ciclovias ao longo do oceano, os campos de golfe, etc., constituem um complemento agradável. Os preços são significativamente mais elevados do que no resto de Portugal e comparáveis aos do centro de Lisboa, começam de 150 000-200 000 euros pelo T1-T2, dependendo da localização e do estado do imóvel.
À beira-mar, mas mais barato: aldeias populares a menos de uma hora de carro da capital
Se os preços em Lisboa e em Cascais lhe parecem elevados, mas está interessado numa localidade com uma população relativamente numerosa.
A uma curta distância a pé do oceano encontra-se uma parte Caparriques. O T1 está aqui a partir de 150 mil, T2 a partir de 170. Se se deslocar de bicicleta ou de carro, pode considerar toda a zona entre Costa da Caparica, Caparica, Amora e Aroeira.
Outra cidade balnear é Sesimbra (40 km, a 45 minutos de Lisboa, 52 mil habitantes). Aqui vendem-se T1 a partir de 110 mil, T2 de 130.
A proximidade do mar não faz com que os imóveis fiquem muito mais baratos à medida que nos afastamos da capital em direção ao norte. Se considerarmos as aldeias “de surfistas” de Ericeira (a 50 km e 40 minutos de Lisboa, com 12 mil habitantes) e Peniche (a 100 km e uma hora de carro da capital, com 15 mil habitantes), os preços são igualmente elevados devido à proximidade do oceano e ao apelo turístico, mas um T2 por 200 mil Já será um imóvel novo e, possivelmente, até com vista para o mar. Além disso, este tipo de imóvel tem boas perspetivas para arrendamento por dia e para uma venda rápida.
Reduzimos o orçamento: cidades num raio de até 100 km (uma hora de viagem)
Se os preços na capital e nas zonas balneares lhe parecem elevados, mas procura uma localidade suficientemente grande e com infraestruturas, vamos analisar as cidades mais próximas, populares entre os expatriados de língua russa. A distância até ao centro de Lisboa é indicada entre parênteses.
Almada (12 km, 20 minutos, 100 mil habitantes), uma pequena cidade situada na margem oposta do rio, em frente a Lisboa. Estão à venda apartamentos T1 a partir de 90 mil. Pode considerar-se um subúrbio da capital; daqui parte um ferry a cada 15 minutos – em 12 minutos está no centro, e muitas pessoas vão assim para o trabalho. Em Almada circula o metro de superfície.
Barreiro (40 km, 40 minutos, 63 mil habitantes) também fica na margem sul do Tejo e dispõe igualmente de um terminal de ferry, com partidas para a capital a cada meia hora. A viagem de ferry é duas vezes mais rápida do que de carro: demora 20 minutos. Aqui existem várias escolas e infraestruturas bem desenvolvidas, bem como uma vasta oferta de apartamentos até 100 mil.
Setúbal (50 km, 40 minutos, 90 mil habitantes), uma cidade piscatória com um dos mercados de peixe mais famosos do mundo. Promissora e em plena expansão. A 15 minutos de carro daqui encontram-se as praias de areia branca do Parque Natural da Arrábida. A cidade conta com várias escolas (incluindo uma das melhores internacionais), clubes desportivos, parques e há vida cultural. Aqui, o preço de um T1 começa em 85 mil euros; nos subúrbios de São Sebastião, os apartamentos T1-T2 custam a partir de 70 mil.
Torres Vedras (50 km, 45 minutos, 25 mil habitantes), a sede do município, onde também vivem muitos “dos nossos”. Há autocarros para Lisboa a cada 7 minutos. Até à praia Santa Cruz e de algumas localidades vizinhas, a 20 minutos de carro. Aqui, o T1 a partir de 90 mil, o T2 a partir de 130 mil euros.
Kaldash da Rainha (90 km, 60 minutos, 30 mil habitantes), uma cidade com escolas públicas e privadas e clubes desportivos. Há autocarros (uma hora e quinze minutos) e comboios (duas horas) para Lisboa. Até praia 15 minutos de carro. Aqui estão os T1 e T2 a partir de 80 mil euros.
Será que dá para encontrar algo ainda mais barato? Como encontrar um apartamento por menos de 70 mil?
Se procurarmos as opções mais acessíveis nos subúrbios da capital, devemos considerar, em primeiro lugar, a já mencionada Barreira. Aqui encontram-se, por exemplo, as opções mais económicas de T1 por 65 mil ou T2 por 66 mil e por 70 mil.
Bónus para quem é novo em Portugal: onde é que se encontram a praia e o oceano em Lisboa?
Em no comboio Os lisboetas vão às praias Carcavelos (27 minutos), Estoril (37 minutos) e Cascais (41 minutos). São praias amplas, com vários cafés, chuveiros e casas de banho.
Em auto Os habitantes da capital também vão até Carcavelos (uma vez que lá existe um enorme parque de estacionamento gratuito) e seguem mais além ou atravessam a ponte para as praias Koshta da Kaparika, onde, ao longo de 15 quilómetros de costa, há imensas praias lindíssimas e amplas, bem como dezenas de cafés. A viagem até ambos os locais demora 20 minutos a partir do centro da cidade.
Por onde começar?
Antes de iniciar o processo de seleção, é importante ter em conta que:
- Existe escassez de habitação no mercado. As boas opções “desaparecem” numa semana, pelo que faz sentido começar a procura já com o montante do primeiro pagamento / sinal depositado numa conta de um banco português.
- Os preços estão sempre a subir, por isso é melhor não adiar a compra e prever uma pequena correção nos planos para o futuro.
- Empréstimo hipotecário É melhor solicitar antecipadamente a várias instituições bancárias, tendo apenas uma ideia aproximada do valor e da localização do apartamento. Com a aprovação prévia do banco, pode-se dar início à procura.